O efêmero

Na vertigem de uma catástrofe humanitária, em tempos de resistência, de ensaios e invenções diante do incerto, este novo número de Calibán, O efêmero, abre veredas para pensar as marcas deixadas pela fragilidade e pela finitude em cada um de nós, estranhos habitantes do planeta.
O efêmero é o corte que nos atinge, e é também o elo com o libidinal, o encontro com a palavra que margeia o que escapa e nos restitui seu voo nos deslizamentos da poesia e dos atos criativos.
O número se abre a diversos movimentos em algumas chaves para pensar a temporalidade, a transitoriedade, o trabalho do luto e da criação. Merece um lugar de destaque a fragilidade dos laços sociais diante do trauma coletivo produzido pela irrupção de lógicas narcisistas e tanáticas que tomam a cena cotidiana e a esfera social. Ganham relevo os chamados Estados suicidários e os efeitos da necropolítica que invadem nosso tempo.
Assim, entre textos nos quais a poesia revela a arte de esculpir o tempo, convivem, inevitavelmente, temas como Esquecer/Desaparecer; Retorno da morte; Cromatismos normatizadores que habitam as diferentes seções que o leitor encontrará neste novo número.

icon-arrow-slider
Rectangulo
Slide
previous arrow
next arrow
Calibán, Revista Latino-Americana de Psicanálise

Revista oficial da Federação Psicanalítica da América Latina – Fepal – formada por sociedades psicanalíticas e grupos de estudo de vários países de nossa região, membro da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), fundada por Sigmund Freud em 1910.